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Vendas de fogos de artifício caem 40%

Comércio não anima atacadistas e nem varejistas, embora o produto seja essencial nas festas juninas.
24 de junho de 2020, 08h07

Mesmo sem reajuste nos preços dos produtos, comparando com o ano passado, o comércio de fogos de artifício não anima desde os atacadistas até os varejistas. Apesar de ser um forte ingrediente de animação das festas juninas, as vendas são consideradas pífias, levando em conta a proximidade dos festejos de São João.

A vendedora da Casa Índios de Artifícios, na Rua Costa Barros, no Centro, Eliane Lima Pinheiro, afirma que houve uma redução de 40% nas vendas com relação ao ano passado. Ela diz que não ter como precisar o volume de vendas no ano passado, mas ressaltou que é evidente o estoque acumulado até o momento.

Eliane acusa a crise financeira, que obriga parte dos consumidores a se retrair para o supérfluo. “Não é uma questão de preço, porque não houve aumento. Mas, estamos vendendo bem menos, comparando com igual período ao ano passado”, garantiu a comerciária.

Também critica a falta de incentivo do poder público na promoção de festas juninas, tanto na Capital quanto no Interior do Estado, onde não faltavam o alegre pipocar dos fogos. Com oito anos de experiência no ramo, ela lembra que essa é a pior fase.

“Aqui não existe mais uma cultura de soltar fogos nas festas juninas. É algo que atribuo muito mais aos problemas financeiros das pessoas do que mesmo a propaganda incisiva de que esse material pode causar danos físicos às pessoas”, afirmou Eliane. Ela conta que parte desse preconceito foi resolvido com a identificação de que o risco maior está entre os comerciantes clandestinos e que não são fiscalizados pelo Corpo de Bombeiros do Ceará.

Da mesma forma, a vendedora Rosélia Freire, da casa de fogos Índios Fogos de Artifício, localizada na Avenida Deputado Paulino Rocha, no Castelão, também lamenta o pouco fluxo da clientela, embora ressalte que há uma demanda maior por foguetes e rojões em períodos como o Ano Novo ou até mesmo nos jogos da Copa do Mundo de Futebol.

 

Poucas vendas

No comércio varejista, o funcionário José Valdeci Soares Nel, da Panificadora Estrela, diz que as compras no mercado atacadista estão sendo bem menores do que no passado. “Estava disposto a gastar até R$ 78,00. Minhas compras, agora, não somam R$ 30,00”, observou.

Soares Nel chama a atenção para o fato de que os produtos comercializados nas panificadoras, a exemplo dos supermercados, são os de classificação A, que podem ser vendidos para o público infantil com idade acima de 12 anos.

Da classificação, são vendidos o estalinho (R$ 0,50), a chuvinha (R$ 3,00) e o cordão explosivo (R$ 1,00). São produtos preferidos da garotada.

Quanto aos de classificação B e C, para os públicos juvenil e adulto, os mais vendidos são o rasga-lata (R$ 3,00), foguetes (R$ 15,00) e as bombinhas chilenas (R$ 1,50). Os valores cobrados são da caixa individual de cada produto.

 

Fonte: Diário do Nordeste
Por:  Marcos Peixoto


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